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Tradução do site daharvard

Genômica de mente e corpo
Práticas de relaxamento alteram a “expressão gênica” ligada à inflamação, metabolismo e insulina

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Um novo estudo dos pesquisadores do Instituto Benson-Henry para Medicina do corpo e da  mente do Hospital Geral de Massachusetts e Beth Israel Deaconess Medical Center descobriram os benefícios do relaxamento — um estado fisiológico de repouso profundo induzido por práticas como meditação, yoga, respiração profunda e oração — produz mudanças imediatas na expressão de genes envolvidos na imunidade, metabolismo energético e na secreção de insulina.

“Muitos estudos têm mostrado que intervenções na mente e no corpo, como através da pratica de relaxamento, podem reduzir estresse e melhorar o bem-estar em indivíduos saudáveis e, neutralizar os efeitos clínicos adversos do stress em condições como hipertensão arterial, ansiedade, diabetes e envelhecimento,” disse Herbert Benson, coautor do relatório.
Benson é diretor emérito do Instituto Benson-Henry.

“Agora, pela primeira vez, nós identificamos os hubs fisiológicos chaves, através dos quais estes benefícios podem ser induzidos,” disse ele.
Publicado no jornal de acesso aberto PLOS ONE , o estudo combinou a criação de perfis avançados de expressão com a análise biológica de sistemas, visando identificar genes afetados pela prática de relaxamento e para determinar a relevância biológica potencial dessas alterações.

“Algumas das respostas biológicas que nós identificamos como sendo regulada pela prática de relaxamento já são conhecidas por desempenhar funções específicas em situações de stress, inflamações e doenças humanas. Alguns consideram os resultados ainda especulativos, mas este estudo pode gerar novas hipóteses para posterior investigação,” disse Towia Libermann, Professor associado de medicina no Beth Israel Deaconess e coautor do estudo.
Benson iniciou seus estudos sobre a resposta de relaxamento há quase 40 anos e, sua equipe tem sido pioneira na aplicação de técnicas de mente/corpo para uma ampla gama de problemas de saúde. Desde então muitas revistas especializadas vem publicando artigos sobre como a resposta de relaxamento alivia os sintomas de ansiedade e muitas outras doenças, afetando também fatores como freqüência cardíaca, pressão arterial, consumo de oxigênio e atividade cerebral.

Em 2008, Benson e Libermann conduziram um estudo no qual descobriram que prática de técnicas de relaxamento a longo prazo altera a expressão de genes envolvidos com a resposta do corpo ao stress. Já o atual estudo examinou as alterações produzidas durante uma única sessão de prática de relaxamento, além daquelas decorrentes da prática por longos períodos de tempo.
O estudo contou com um grupo de 26 adultos saudáveis e com nenhuma experiência em práticas de relaxamento, que em seguida, completaram um curso de treinamento de 8 semanas.

Antes de começarem o treinamento, o grupo passou por uma triagem: foram coletadas amostras de sangue antes e imediatamente depois que os participantes ouviram de um CD de educação da saúde de 20 minutos e novamente 15 minutos mais tarde. Depois de concluir o curso de formação, um conjunto similar de exames de sangue foi tirado antes e após dos participantes escutarem um CD 20 minutos usado para eliciar a pratica diária de relaxamento.
Os conjuntos de testes de sangue tirados antes do programa de treinamento foram designados “novato”, e as tomadas após a conclusão do treinamento eram chamadas de “praticantes a curto prazo”. Para comparação, ainda mais, um conjunto similar de amostras de sangue foi tirado de um grupo de 25 indivíduos com experiência de 4 a 25 anos em práticas de relaxamento antes e depois que eles ouviram o mesmo CD.
Amostras de sangue de todos os participantes foram analisadas para determinar a expressão de genes em mais de 22.000 em pontos de tempo diferentes.
Os resultados revelaram alterações significativas na expressão de vários grupos importantes de genes, tanto nas amostras dos novatos quanto de ambos os outros grupos, curto e longo prazo. Ainda mais acentuadas foram as alterações verificadas nas amostras dos praticantes de longo prazo.

Uma análise biológica da sistemática das interações conhecidas entre as proteínas produzidas por genes afetados revelou que, aquelas envolvidas com o metabolismo energético, em especial as mitocôndrias, eram estimuladas durante a pratica de relaxamento. Caminhos controlados pela ativação de uma proteína chamada NF -κB — conhecida por ter um papel proeminente na inflamação, estresse, trauma e câncer — foram suprimidas após a frequência da pratica de exercícios de relaxamento. A expressão de genes correlacionados com a insulina também foi significativamente alterada.
“A combinação da biologia genômica e de biologia sistêmica produziu neste estudo um grande insight sobre as moléculas chaves e as redes de interação fisiológicas dos genes que podem estar envolvidos nos efeitos benéficos da pratica de relaxamento em indivíduos saudáveis,” disse Manoj Bhasin , professor assistente de medicina e coautor do estudo.

Bhasin observou que esses insights devem fornecer um quadro para determinar, numa base de genômica, se a resposta de relaxamento vai ajudar a aliviar os sintomas das doenças desencadeadas pelo estresse. O trabalho também pode levar a desenvolver biomarcadores que podem sugerir como cada paciente responderá às intervenções.
Benson ainda salientou que os participantes da pesquisa que praticavam o relaxamento a mais de 4 anos, utilizavam diversas técnicas diferentes de relaxamento — várias formas de meditação, yoga ou oração — mas que essas diferenças nas técnicas não mostraram alterações significativas de uma para outros nos padrões de expressão dos genes.

“As pessoas vem praticando essas técnicas de relaxamento por milhares de anos e nossa descoberta dá uma maior credibilidade ao que alguns têm chamado de ‘medicina da nova era’,” disse ele.

“Enquanto esse e nossos estudos anteriores eram focados em participantes saudáveis, atualmente estamos estudando como as alterações genômicas induzidas por intervenções mente/corpo (praticas de relaxamento) que afetam pessoas com hipertensão, doenças inflamatórias e síndrome do intestino irritável. Iniciamos também um estudo — uma empresa colaborativa entre Dana-Farber Cancer Institute, Mass General e Beth Israel Deaconess — em pacientes com formas precursoras do mieloma múltiplo, uma condição conhecida que envolve a ativação de NF -κvias de B, “disse Libermann, que é o diretor do Beth Israel Deaconess Medical Center
Adaptado de um comunicado de imprensa Mass General e Beth Israel Deaconess.

Texto traduzido pelo Hotel Passarim do site da Harvard Medical School

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